quarta-feira, maio 05, 2010

“A Liga” estreia em ritmo de “Profissão Repórter” !

 

Na última terça-feira (04/05), a Rede Bandeirantes estreou “A Liga”, sob comando de Rafinha Bastos, Thaíde, Débora Vilalba e Tainá Müller. O primeiro programa da série explorou o tema “moradores de rua”. O quarteto viveu os dramas dos chamados excluídos da sociedade. A atração explorou bem o termo “invisíveis”. Eles perambulam pelas ruas, mas poucos os enxergam como seres humanos.
Para encarar o desafio, Rafinha e Tainá, principalmente, sentiram na pele a situação. A ideia não é nova na TV brasileira. Gugu Liberato, quando tinha fôlego na guerra dominical, protagonizou o quadro “Sentindo na Pele” no Domingo Legal. Ele também viveu com os mendigos, em São Paulo. Até ajudou, naquela oportunidade, Natanael que vivia há alguns anos pelos becos da metrópole.
A proposta de “A Liga” é outro. Menos sensacionalismo e mais caráter jornalístico. Tainá, que recentemente interpretou a mocinha Vitória, na novela “Revelação”, de Iris Abravanel, mostrou fragilidade na condução do caso. Ela se comportou como uma “menina”. Durante o episódio, até declarou “tenho pavor de briga”. Será que Caco Barcellos soltaria uma pérola dessas? A morena, que é jornalista formada, até perdeu a fome. O lado positivo é o sotaque gaúcho que entra na atração. O Brasil não é só São Paulo e Rio de Janeiro. Já Rafinha Bastos, homem de preto ainda do “CQC”, ficou inconformado com os transeuntes que não ofereciam esmolas. O programa pecou nesse ponto.

http://4.bp.blogspot.com/_2rE2Os0wP6Y/S7ISscBmTfI/AAAAAAAAA3E/RCFHCfdB6_g/s1600/lightbox_ator_004.jpg

Roberto Cabrini comanda atualmente o excelente “Conexão Repórter”. Na semana passada, o jornalístico do SBT abordou, com mais felicidade, o mundo das ruas e mostrou, de fato, o que os menores de rua fazem com o dinheiro distribuído pela população. A esmola financia, em muitos casos, o consumo de drogas e aliciadores.
Em “A Liga”, abordaram superficialmente tal ponto. Durante a análise, citaram o tíner, crack e cocaína como os entorpecentes mais consumidos por esta população. E a maconha? Onde foi parar? Por que o programa “esqueceu” da “erva”?
Outro ponto que poderia ter sido levantado recai no fechamento de vários albergues no centro da cidade pelo prefeito Gilberto Kassab. Como efeito colateral de tal medida, há uma autêntica legião de mendigos pela região central de São Paulo, até mesmo em regiões mais nobres, como no bairro de Higienópolis.

 http://froog.com.br/wp-content/uploads/2010/03/aliga-rafinha-bastos-300x225.jpg

O estilo da edição e a visão do quarteto, cada um com seu ângulo sobre o problema em questão, remete claramente ao “Profissão Repórter”, melhor jornalístico da TV Globo. A estreia de “A Liga” reforça o estilo desta programação jornalística que alcança bons êxitos.
A ideia da nova aposta da Band é bem interessante ao viver in loco o problema a ser tratado no episódio. Parte da mídia agora compartilha da visão lulista “Brasil – Primeiro Mundo”. É uma ótima iniciativa os programas jornalísticos enfocarem os problemas crônicos pelos quais o País ainda convive.

Nenhum comentário: